Urgente! Fontes ao parecer bem informadas, relataram a esta editoria de Bananas que uma super produção cinematográfica, baseada na vida e obra de Jair, o Bolsonaro, está em avançado estado de produção na Boca do Lixo, inequívoco reduto do alto cinema brasileiro. Desde Memórias de um Gigolô e Elas São do Baralho, que uma pornochanchada não gerava tanto burburinho entre cinéfilos, nas rodas de café de Brasília e nos inferninhos mais profundos da Baixa do Sapateiro. A obra é do estúdio Brazil Paralelo, também conhecido como Buraco Negro: onde a luz não incide e a realidade é distorcida. Profissionais envolvidos na produção -que não quiseram se identificar com receio de ter sua reputação manchada por leite condensado - confirmaram o cast de atores escalado para a obra. Bananas teve acesso exclusivo, por vias que não podemos considerar ortodoxas, a alguns nomes de peso que já estão sendo explorados no projeto.

Jean-Luc Truffaut
É o diretor. Egresso do realismo italiano, com fortes influências do expressionismo alemão, fez parte da Nouvelle Vague durante seus anos de efervescência e teve uma celebrada coluna sobre Cinema Novo nas revistas underground de Carlos Zéfiro. Seu primeiro filme, aclamado pela crítica, mas odiado pelo público, foi Como era verde meu smegma, uma obra que estava “anos luz à frente de seu tempo", segundo o notório crítico Jean Claude Bernardet. No entanto, foi com Um cavalo em minha cama, o relato do amor entre o ditador João Batista Figueiredo e seus cavalos, que alcançou a devida consagração nas estrebarias mais celebradas das casernas. Venceu os prêmios MAGA de Melhor revisionismo histórico e Melhor história mal contada.
Costinha
O astro de Costinha e o King Mong e Histórias que nossas babás não contam foi escalado para viver o ex-presidente Jair, o Bolsonaro no filme, que vai contar sua história desde quando tentou explodir uma represa no Rio de Janeiro usando estalinhos até o dia em que foi flagrado coberto de farofa e segurando uma asa de galinha frita no Palácio de Buckingham.
Amácio Mazzaropi
O sotaque, a maneira de vestir, as frases complexas e a pronúncia impecável do português erudito garantiram ao autor de O vendedor de linguiça e Tristeza do Jeca, o papel do ex-juiz lavajatista Sérgio Moro, personagem fundamental para a eleição de Bolsonaro. Moro também deverá ter a sua própria cinebiografia lançada em breve. A Festa da Cueca tem lançamento previsto para os próximos meses, no serviço de streaming As Brasileirinhas.
Andressa Urach
Musa de ícones como Akira Kurosawa, Werner Herzog, Wes Anderson e Kid Bengala. A atriz de Bacanal de Siameses e Uma Evangélica na zona, vai viver a primeira-dama Michelle Bolsonaro na telas.
Silas Malafaia
O histriônico pastor Malafaia, uma das estrelas do bolsonarismo, conhecido por entrar em combustão espontânea de tanto urrar em seus vídeos no YouTube, vai encarnar Adélio Bispo, o homem que desferiu a facada no ex-presidente.
“Não me sinto tão excitado desde As ovelhas tosadas do pastor”, garante.

Thammy Miranda
O filho da cantora Gretchen encarna o gênio incompreendido Carlos Bolsonaro, expoente do confusionismo, uma vertente da filosofia dexistensialista, que une raciocínios contraditórios com pensamentos mal elaborados e que terminam em uma gargalhada infantilóide.
José Vasconcellos
O ator de Os Maridos traem… e as mulheres subtraem foi escalado para viver Paulo Guedes, o ás da economia do governo Bolsonaro que, como bom aluno da “escola de Chicago”, prometia arrecadar 900 trilhões de dólares exportando caspas caídas de maneira intermitente de sua suntuosa cabeleira branca.
Rony Cócegas
O astro de Rabo I e As amantes de um canalha será o astrólogo Olavo de Carvalho, criador da famosa Teoria do Papai Noel (se Papai Noel se veste de vermelho, e vermelho é a cor do comunismo, logo Papai Noel é comunista) que permeia o pensamento da extrema-direita até os dias de hoje.
Mutirão de Castração
Acontece neste final de semana o mutirão de castração. Pais, tios, melhores amigos e professores farão isso com o maior prazer, caso você ainda não tenha sido castrado.

Poliça nas escolas
Depois de cantar música do BOPE e expor armas em escolas, o próximo evento a ser organizado pelos militares será levar os alunos do ensino fundamental para participar de chacinas, execuções sumárias e torturas.
“A ideia é não ficar só na teoria, é levar a realidade para a sala de aula”, afirma o secretário de Educação e Opressão A. K. Quarentaesette. Como ensina o autor do clássico Pedagogia do Opressor, Rocha Cina, “o importante é conhecer as valas, porque um dia você vai se deitar nelas”.
Pedagogia do Opressor
As escolas cívico-militares são as meninas dos olhos do governo de Ratinho Jr., ainda que esses olhos estejam sofrendo ruidosamente com conjuntivite, catarata, miopia, terçol, hipermetropia, estrabismo, glaucoma, astigmatismo e litros de remela. A ideia é enquadrar todo aluno - agora conhecido simplesmente como “meliante”. Quando ele entra pelo portão da escola, já ouve um "mão na cabeça e documento”. E os professores? Antes eles tomavam café na sala dos professores. Agora tomam geral. E, se reclamar, vão para o camburão. O projeto para a educação no Paraná surge da famosa obra Pedagogia do Opressor, do agente funerário Rocha Cina, famoso por conseguir fazer 40 pessoas admitirem que eram lêmures em apenas duas horas - usando métodos que envolviam um tonel de água, um taco de beisebol e dois fios elétricos descascados - método que seria considerado revolucionário até mesmo pelos hunos. Alguns pensamentos tirados do livro Pedagogia do Opressor, adotado pela secretaria de Educação e Opressão do estado.

- Um homem não se mede pelo tamanho de sua vala.
- Mais vale um tiro na nuca do que dois no fêmur.
- Bandido bom é aquele que paga o arrego.
- No fim, a vida se resume a três letrinhas: I. M. L.
☀️ Aviso importante
Esta é uma página de humor, caso você tenha tido dificuldades para perceber.
Portanto, relaxe. A vida é curta demais para se preocupar com cartunistas. 😌