O momento mais esperado do debate entre os candidatos ao Senado neste sábado (17) realizado pela Band não aconteceu. Alvaro Dias (Podemos) não fez perguntas a Sergio Moro, ex-juiz da operação Lava Jato e agora candidato pela União Brasil. Após o debate, Dias explicou a razão dessa sua escolha: “Quem está na frente não deve dar oportunidade ao principal concorrente”.
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A estratégia seguida por Alvaro Dias se baseia nas pesquisas eleitorais. De acordo com a última pesquisa realizada pelo Ipec, o candidato do Podemos está atualmente em primeiro lugar com 36% dos votos, enquanto o ex-magistrado tem 25%.

O ex-juiz do 13º Vara de Curitiba também não fez referencia a Alvaro Dias durante todo o debate e saiu do estúdio da Band sem responder às perguntas dos repórteres. Apesar de não ter havido trocas de perguntas entre eles, pode-se entender que a relação entre os dois não é das mais tranquilas já que, ao entrar no estúdio, não apertaram as mãos e tampouco se olharam.
Por outro lado, Alvaro Dias foi muito habilidoso em fazer perguntas aos demais candidatos sobre assuntos que ele tratou diretamente no Senado. Por exemplo, o fim do foro privilegiado ou a eliminação da taxa de juros dos cartões de crédito. Argumentos que permitiram ao candidatos do Podemos rebater as respostas de seus adversários falando sobre sua atuação como senador. Desta forma, também indiretamente conseguiu responder à crítica mais forte que lhe foi feita por todos os candidatos, ou seja, o fato de ocupar cargos públicos desde 1969.
Fundão
Nenhum candidato criticou Alvaro por ter sempre dito ser contra o fundo eleitoral embora, como mostrou a reportagem do Plural, tenha recebido R$ 4,4 milhões desses recursos para a atual campanha eleitoral. “Sou contra e votei contra, mas uso o fundo porque, se não uso, outro usarão. Para você pode ser uma contradição mas para mim não”, respondeu o candidato de Podemos ao Plural.
Pesquisa
A pesquisa do Ipec citada teve a seguinte metodologia: 1.200 pessoas foram ouvidas de 13 a 15 de setembro, em 57 cidades do Paraná. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-01166/2022; e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com PR-02436/2022.